Um alerta do Google me
levou ao site Ler é o melhor lazer, de
minha xará, para ver o texto que ela publicou explicando a diferença entre
romance histórico e romance de época. Segundo ela, ambos são escritos no
presente, com ambientação no passado, mas um romance é histórico quando há
fatos históricos citados no romance; e um romance é de época quando não cita os
fatos históricos mas se propõe apenas a reconstruir a realidade e a visão de
mundo daquela época.
É claro que fiquei
curiosa para classificar meus romances e cheguei a uma conclusão: de todos os
meus romances ambientados no passado, são romances históricos Pelo poder ou pela honra, O maior de todos, Construir a terra, conquistar a vida, O canhoto, Rosinha; e são romances de época O destino pelo vão de uma janela,
Primeiro a honra, A noiva trocada, Vingança, Não é cor-de-rosa. O
capítulo II de Amor de redenção, que acontece no passado, estaria também na
classificação de romance histórico.
Interessante perceber o
equilíbrio dessa divisão (seis romances históricos; cinco romances de época).
Acho que meus romances de época têm uma leveza maior, provavelmente pela falta
de compromisso com os eventos registrados pela história. Por outro lado, a
presença dos eventos históricos na trama dá maior verdade e dramaticidade a
meus romances históricos. Qual eu gosto mais de fazer? Os dois. Adoro a
complexidade que a presença dos fatos reais dá aos romances históricos e também
adoro o desafio de contextualizar os romances de época sem usar os fatos
históricos. Se a trama estiver no passado, a história já me agrada. Não que eu
não goste de ambientar romances no presente; mas o passado tem um sabor
especial para mim.
Outra coisa que achei
interessante foi que, para mim, os dois tipos requerem a mesma qualidade e
quantidade de pesquisa e trabalho de contextualização. Usar ou não fatos e
personalidades reais não é decisão minha, mas necessidade da trama.
Rosinha não era para ser um romance histórico. Não é como O canhoto, que tem já na sinopse que “Nicolaas participa da Terceira
Cruzada”. Mas eu não posso ver uma revolução acontecendo em São Paulo que já
ponho o pacato Toni sofrendo seus efeitos. Foi assim na Greve Geral de 1917 e
na Revolução Paulista de 1924. Ainda bem que acabo a história em 1928, porque
era bem capaz dele se ver forçado a combater na Revolução Constitucionalista de
1932.