segunda-feira, 1 de junho de 2015

APENAS SEIS ANOS

Mais um aniversário do blog. Faz seis anos que eu comecei a me aventurar nesse território da publicação virtual, trazendo para meus leitores curiosidades sobre meus livros, reflexões sobre meu método de criação e novidades várias sobre o livro que estou escrevendo no momento. Tem sido uma experiência interessante, embora muitas vezes me pareça que estou aqui conversando com as paredes, pois meus textos são vistos, mas pouco comentados. A sorte é que eu sou teimosa e prossigo de qualquer jeito, atolada na lama até os joelhos ou remando contra a maré. Não importa, eu estarei aqui, jogando minhas palavras ao vento (clichê!) na esperança de que alcancem alguém.

Não é fácil ter assunto para seis anos de textos. Como são três por mês, são 36 textos por ano. Em alguns anos, publiquei a mais; em alguns anos, publiquei a menos, então não basta multiplicar 36 por 6 para saber quantos textos estão publicados aqui. A conta vem a ser mais complexa.

Cheguei a pensar em começar hoje meu novo livro (a história de Rodrigo, ainda sem título) mas isso seria assumir um compromisso que eu não daria conta de cumprir da forma como gosto: escrever sem parar. Como ainda estou cuidando da publicação de Construir a terra, conquistar a vida, não quero desviar minha atenção com uma atividade muito mais absorvente como é o processo de criação e escrita. Então deixo para começar depois. Não tenho pressa.

Feliz aniversário do blog para mim que escrevo e para vocês que leem. 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

OS DIÁLOGOS

Estive lendo Álvares de Azevedo e Ernest Hemingway (livros de contos que estavam na estante há anos, quase esquecidos) e descobri que sou mesmo neurótica pela correta indicação de quem fala nos diálogos. É um cuidado que eu sempre tenho e que recomendo a outros escritores, e que eles, autores consagrados, não têm. Como os famosos e imortais são eles, a errada devo ser eu, por me preocupar com um detalhe com que os grandes figurões não se preocupam.
Bem, chamar de neurose deve ser exagerado porque eu tenho motivos muito justos e racionais para desejar sempre saber quem está falando: para mim, cada personagem tem uma voz e um modo de falar particular e, se eu não souber quem está falando, não posso atribuir essas características àquela frase. E ler todas as frases com a mesma voz é realmente maçante.

Achei Hemingway brilhante na narrativa. Ele descreve, ele envolve, ele cativa. Mas achei os diálogos fracos e vazios. Achei que não acrescentaram nada à história e que, talvez, textos apenas narrativos poderiam ter sido mais agradáveis de se ler (isso porque adoro ler diálogos). Eu lia os diálogos e pensava “e daí? Para que essa personagem disse isso? O que essa fala esclareceu ou valorizou?” E aí meio que entendo porque muitas pessoas elogiam os diálogos das minhas personagens: eles me ajudam a construir a caracterização das personagens e trazem informações importantes sobre a visão de mundo daquela personagem e, por extensão, da época em que a personagem vive. Meus diálogos têm emoção, têm drama, têm conflitos; é nos diálogos que a relação humana acontece. E eu gosto disso. Então acho que vou continuar neurótica nesse aspecto.

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Um pouco sobre mim

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Mestre em História e Crítica da Arte pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Dedica-se à literatura desde 1985, escrevendo principalmente romances. É Membro Correspondente da Academia Brasileira de Poesia - Casa Raul de Leoni desde 1998 e Membro Titular da Academia de Letras de Vassouras desde 1999. Publicou oito romances, além de contos e poesias em antologias. Desde junho de 2009 publica em seu blog textos sobre seu processo de criação e escrita, e curiosidades sobre suas histórias. Em 2015, uniu-se a mais 10 escritores e juntos formaram o canal Apologia das Letras, no Youtube, para falar de assuntos relacionados à literatura.

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