Quando se pergunta a um escritor que
autores e obras o influenciaram, a resposta em geral fala dos autores imortais
e das obras clássicas: Fiodor Dostoievsky, Émile Zola, Charles Dickens, Joaquim
Maria Machado de Assim, Jane Austen, Leon Tolstoi, Jorge Amado, Stendhal,
Gustave Flaubert, Alexandre Dumas, entre tantos outros medalhões que são
exemplo de como se escrever bem. Eu tenho alguns desses na minha lista também
mas tenho que reconhecer que sou muito influenciada, especialmente em termos de
caracterização das personagens e construção da dramaticidade das cenas, por uma
obra que não é exatamente literária, mas televisiva: Jornada nas Estrelas – a série
clássica, estrelada por atores que, infelizmente vêm nos deixando, um
por um. Jornada nas Estrelas declaradamente buscou muitas de suas
referências na obra de Shakespeare, então ouso dizer que, indiretamente,
Shakespeare é uma influência importante na minha obra. E então eu me lembro do
curto encontro que tive com o escritor e acadêmico Antônio Olinto, quando
mostrei a ele Construir a terra, conquistar a vida. Numa olhada rápida, ele
identificou a quantidade de diálogos existentes no texto e disse algo que ficou
marcado na minha memória: “o grande mestre dos diálogos é Shakespeare”. Conheço
Shakespeare apenas de filmes e óperas, ainda não li nenhum dos textos dele. Mas
fico pensando: meus diálogos (a quantidade e o uso que faço deles) serão
influência de Shakespeare, recebida pelos filmes sobre as obras dele e também
por Jornada
nas Estrelas? Se a resposta for “não”, permanece a questão de de onde
eu tiro tantos diálogos. E, se a resposta for “sim”, fico honrada de beber de
uma fonte tão rica e valiosa.
quinta-feira, 11 de junho de 2015
segunda-feira, 1 de junho de 2015
APENAS SEIS ANOS
Mais um aniversário do blog. Faz seis anos que eu comecei a me aventurar nesse território da publicação virtual, trazendo para meus leitores curiosidades sobre meus livros, reflexões sobre meu método de criação e novidades várias sobre o livro que estou escrevendo no momento. Tem sido uma experiência interessante, embora muitas vezes me pareça que estou aqui conversando com as paredes, pois meus textos são vistos, mas pouco comentados. A sorte é que eu sou teimosa e prossigo de qualquer jeito, atolada na lama até os joelhos ou remando contra a maré. Não importa, eu estarei aqui, jogando minhas palavras ao vento (clichê!) na esperança de que alcancem alguém.
Não é fácil ter assunto para seis anos de textos. Como são três por mês, são 36 textos por ano. Em alguns anos, publiquei a mais; em alguns anos, publiquei a menos, então não basta multiplicar 36 por 6 para saber quantos textos estão publicados aqui. A conta vem a ser mais complexa.
Cheguei a pensar em começar hoje meu novo livro (a história de Rodrigo, ainda sem título) mas isso seria assumir um compromisso que eu não daria conta de cumprir da forma como gosto: escrever sem parar. Como ainda estou cuidando da publicação de Construir a terra, conquistar a vida, não quero desviar minha atenção com uma atividade muito mais absorvente como é o processo de criação e escrita. Então deixo para começar depois. Não tenho pressa.
Feliz aniversário do blog para mim que escrevo e para vocês que leem.
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Um pouco sobre mim
- Mônica Cadorin
- Mestre em História e Crítica da Arte pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Dedica-se à literatura desde 1985, escrevendo principalmente romances. É Membro Correspondente da Academia Brasileira de Poesia - Casa Raul de Leoni desde 1998 e Membro Titular da Academia de Letras de Vassouras desde 1999. Publicou oito romances, além de contos e poesias em antologias. Desde junho de 2009 publica em seu blog textos sobre seu processo de criação e escrita, e curiosidades sobre suas histórias. Em 2015, uniu-se a mais 10 escritores e juntos formaram o canal Apologia das Letras, no Youtube, para falar de assuntos relacionados à literatura.