segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Entrevista a Rainer - parte 1

Após o lançamento de Primeiro a honra, em julho último, fui entrevistada por Rainer Guggenberger, estudante de filosofia austríaco (xii, não sei de que universidade ele é...) Foi uma experiência nova e intrigante, pois ele buscou relacionar meu texto a textos de autores da literatura e da filosofia internacional – algo que eu não faço conscientemente. Para responder às questões dele, tive que refletir e buscar explicações para coisas que eu simplesmente fiz sem pensar. Foi um desafio e tanto, que agora começo a dividir com vocês. Não poderei publicar a entrevista inteira, porque, em algumas respostas, eu falo de aspectos importantes do meio e da conclusão do livro, e estragaria o prazer do leitor descobrir tudo por si mesmo, ou de me esperar contar. São ao todo 23 perguntas, mais considerações finais, então vou publicando um pouquinho de cada vez, e somente as perguntas mais gerais, que não contam o fim do livro.


1) Você tem a sua própria editora chamada MôniCadorin que oficialmente se chama “Edição do Autor”? Como é publicar no Brasil um romance por conta própria? Qual é o seu motivo e qual é o seu objetivo ao publicar os seus romances?

Sim, eu faço publicação independente, por minha conta, sem editora (empresa). Sou cadastrada na Agência Brasileira do ISBN como editora-pessoa-física, o que me permite ser editora de meus próprios livros. Como já tive uma editora (empresa familiar) e eu era a responsável por toda a produção editorial e gráfica - ou seja, pela produção do livro propriamente dita, depois que minha editora fechou, escolhi continuar eu mesma cuidando da publicação dos meus livros. Para mim, a parte mais difícil de todo o processo é a divulgação e a distribuição, uma vez que não sou empresa e, portanto, os meios utilizados pelas editoras não se abrem para mim.

Percebo que o mercado editorial no Brasil, atualmente, é composto por 1) editoras chamadas "grandes", que escolhem que livros vão publicar e arcam com todos os custos. Em geral, elas publicam autores consagrados, sejam nacionais ou estrangeiros, pois dependem do sucesso de vendas para conseguirem recuperar seu investimento, uma vez que trabalham com grandes tiragens (acima de 2000 exemplares) para reduzirem o custo unitário do exemplar impresso. 2) editoras chamadas "pequenas", que podem ser contratadas pelos autores para terem seus livros publicados. Nesse caso, o autor paga pela publicação de seu livro, e a editora entra com todos os serviços, desde a revisão do texto até a distribuição e venda nas livrarias. Essas editoras trabalham com tiragens pequenas (abaixo de 500 exemplares), conforme os pedidos do autor e das livrarias. 3) editoras chamadas "on-demand", que fornecem espaço para o autor divulgar seu livro na internet. O próprio autor faz a diagramação e a capa, e utiliza ferramentas no site da editora para preparar seu livro. Nesse caso, os livros são impressos um a um, conforme as vendas do site, e somente nesse caso autor e editora recebem. Como a tiragem é unitária, o preço do exemplar fica bastante caro. 4) a outra alternativa que o autor tem, portanto, é ser seu próprio editor, e foi o caminho que eu escolhi. Nesse caso, é importante que o autor tenha uma rede de leitores formada, e eu considero prudente trabalhar com tiragens pequenas, conforme a expectativa de venda.

A expressão "Edição do autor" é exigência da Agência do ISBN, pois, uma vez que eu não me constitui em empresa, não me cabe usar oficialmente um nome-fantasia. É por isso que, na folha de rosto e na ficha catalográfica constam essa expressão, enquanto que, na capa, onde eu posso "inventar", me dei ao direito de usar minha assinatura (MôniCAdorin - que é uma contração de Mônica de Almeida Cadorin) e a logomarca que tinha sido feito para minha editora (que fechou antes de usar a marca).

Publicar meus romances para mim é consequência de escrevê-los. Não posso negar que é realização de um sonho ver a ideia que eu tive e escrevi sendo lida e comentada pelas pessoas. É gratificante ver amigos, colegas e até pessoas que não conheço pessoalmente envolvidas com uma história que eu escrevi, e isso só é possível com a publicação. Eu acho cansativa a leitura na internet, e acho que o livro de papel ainda tem lugar no imaginário das pessoas; por isso gosto de publicar em papel. Com o desenvolvimento da tecnologia do e-book, penso em estudar o assunto e talvez lançar meus livros também nesse formato, sem abrir mão do papel, pelo menos por enquanto.


2) Não entendo por que o romance tem o copyright do ano 1996. Tem a ver com o fato de que no fim do livro você datou 9/8/95? Foi quando você começou a escrever o romance ou quando terminou de escrever? O livro foi impresso no ano de 2010, mas foi lançado na metade de 2011. Qual foi a razão?

Essa questão das datas realmente parece confusa, não? Essa história foi criada em 2 de junho de 1995; eu comecei a escrever em 4 de junho de 1995 e terminei de escrever em 9 de agosto de 1995 (data no final do livro). Seguindo as minhas próprias regras (veja o texto do meu blog), a história ficou guardada por um ano, depois do qual, eu reli, considerei boa e digitei. Quando estava pronta, levei para o Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional e a registrei (data do copyright - 1996). Em 2010, comecei o processo de publicação com o registro do livro na Agência Brasileira do ISBN, mas a publicação só ficou pronta no início de 2011, pois, depois do registro, é necessário ainda pedir a ficha catalográfica, revisar a diagramação, conferir as medidas da capa, mandar os arquivos para a gráfica e receber o livro impresso, e tudo isso levou tempo. Ainda tive alguma dificuldade em escolher o local para o lançamento, e precisei de tempo para planejar e organizar todo o evento, por isso o lançamento só aconteceu em julho de 2011. O intervalo de tempo entre o registro e a publicação se deveu ao fato de que, em 1996, eu não tinha uma editora que fizesse a publicação para mim, e ainda não tinha tido a experiência de ter uma editora própria. Com a minha extinta editora, publiquei meus seis primeiros livros, entre 2002 e 2008 (todos escritos antes de "Primeiro a honra") e foi preciso primeiro definir se a editora ia mesmo fechar para que eu pudesse decidir se faria a publicação por minha conta ou se procuraria uma outra editora que fizesse o trabalho.


3) Você escreve no prefácio que a sua história tem relação com você mesma, porque foi motivada por um sonho seu, de que, entretanto, não se lembra mais. Você sonha todas as suas histórias dos romances? Você acha um romance mais autêntico sendo em parte um fruto de um sonho?

Todas as minhas histórias têm muito de mim. Todas são símbolos do meu inconsciente, que consegue assim se expressar e sublimar suas angústias. Tenho muitas histórias que me vêm em sonhos, mas não todas. O sonho é apenas uma ferramenta, mas não a única, nem a melhor. Uma história baseada num sonho não é mais autêntica do que uma ideia que me venha acordada, inclusive porque todas as ideias são elaboradas e trabalhadas até virarem uma história coerente, com estrutura completa, personagens interessantes, ambientação detalhada, e tudo o que é necessário para se contar bem uma história.


4) Você confessou que em parte o seu romance nasceu como releitura de uma outra história mais antiga. Como se chama? foi publicada?

A história mais antiga se chamava simplesmente "Idade Média". Foi criada em fevereiro de 1986 e chegou a ser escrita. Nela, a personagem feminina se casava com seu prometido (já que o amado morria), mas só conseguia se sentir feliz quando arranjava outro para ocupar o lugar de seu amado, configurando portanto adultério. Tinha algumas falas interessantes, mas era muito inconsistente e tinha problemas graves de caracterização e, por isso, encontra-se hoje descartada (ou seja, guardada numa caixa marcada para não ser publicada). A releitura do tema não foi intencional. Às vezes acontece no meu processo de criação: uma história que não deu certo retorna com uma roupagem diferente para trabalhar o mesmo tema que, nesse caso, é a perda do amado e a superação dessa perda. Os problemas vividos por Isabelle (de Idade Média) e por Rosala (de Primeiro a honra) são muito diferentes, e também as soluções que elas encontram, mas as duas conseguem encontrar um novo amor que, se não ocupa completamente o lugar deixado pelo amor que se foi, pelo menos as faz acreditar que ainda é possível amar.


5) Você situa a “história na época dos reis merovíngos, quando, após a queda do Império Romano, o Ocidente se reorganizava em civilização.” Há varias épocas na história quando uma parte do mundo “se reorganizava em civilização”. Porque você escolheu ambientar a história no quinto século depois de Cristo na região de Paris, de Órleans e de Soissons? Fez também parte do seu sonho? Você fez a sua pesquisa só no Brasil considerando somente fontes escritas ou traduzidas em português?

Quando inventei, essa história acontecia lá pelo século XIII, ou XIV, em Orléans, Reims e Paris. Mas, no meu processo de escrita, depois que a estrutura e a caracterização estão prontas, eu cuido de estudar o ambiente escolhido, e foi quando achei que já tinha inventado e escrito (embora quase tudo já estivesse descartado) muita coisa nessa época pós-carolíngia e eu sempre tive vontade de ambientar uma história na época pré-carolíngia, então achei que era minha chance de realizar esse desejo. Tenho um vínculo afetivo forte com a França e com a Idade Média, talvez pela forma como o assunto me foi apresentado na escola, ou pelos contos de fadas lidos na infância, ou pelos livros e filmes de fantasia, cujo imaginário sempre é a Europa medieval, ou por tudo isso junto. Então, quando tenho uma ideia que precisa ser ambientada no passado, meu primeiro destino é a França Medieval. Se a história ficar boa, então procuro outro lugar e outra época possíveis, para não ficar sempre falando das mesmas coisas, mas às vezes o vínculo entre caracterização e ambientação é tão forte que não consigo quebrar, especialmente num caso como esse, que eu descobri que era releitura de uma história mais antiga, que se passava na França durante a Idade Média. Achei que seria interessante escolher um momento em que a estrutura da legislação não fosse tão forte, e que assassinatos pudessem ficar socialmente impunes, restando ao ofendido apenas a alternativa da vingança, e me pareceu que um reino em construção me ofereceria essa possibilidade - por isso os primeiros anos do reinado de Clodoveu. Paris era necessária por ser a capital do reino, onde estaria Toulière, cavaleiro do rei. Estudando, descobri que a capital de Clodoveu era Soissons, então movi o alvo para essa cidade. Diante disso, não podia mais usar Reims, pois fica muito perto de Soissons, e eu queria que Rosala fizesse uma pequena jornada entre a casa de Rudbert e o objetivo de sua vida. Como Paris já vinha sendo usada, a família de Rudbert deixou de ser Rèmi para ser Parisii. Orléans me servia por ser uma cidade que existia na época, fica a sul tanto de Paris como de Reims e Soissons, e perto da fronteira do reino. Nenhuma das cidades estava no meu sonho, e nem mesmo a época: são escolhas conscientes que eu faço depois, quando estou transformando o sonho em história. A pesquisa é feita mesmo toda no Brasil, com o auxílio da maravilhosa internet, que me fornece textos em português, inglês e francês (nesse caso específico, eram as línguas que me interessavam), além de imagens das cidades e da paisagem, e mapas atuais e da época que estou estudando. Também pesquisei em livros sobre história da moda, para saber o que as pessoas estariam usando - isso era muito importante para ajudar na caracterização contrastante de Rosala e Ailan. Conto também com minha formação em história da arte, que me permite conhecer a arquitetura e os objetos decorativos da época, além de noções de história, sociologia, filosofia e religião, que eu complemento com leituras específicas sobre as datas e cidades escolhidas.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

DIÁLOGOS

Meu fascínio pelos diálogos nos textos dos outros (para aprender a fazer nos meus) é intuitivo e emocional, e não tem um motivo racional que eu possa usar como argumento. Acho que o texto fui com mais facilidade e leveza quando os assuntos são tratados em forma de diálogo.

Essa é minha opinião e meu gosto pessoal, mas eu não estou sozinha. A uns bons anos atrás, meu pai, jornalista e repórter, me contou como os noticiários da televisão vinham mudando, dando-se cada vez mais espaço a matérias externas, em vez nas notícias de estúdio. E ele me explicou: as pessoas querem ver a sua cidade, querem saber quem foi que disse o que o jornalista está contando. Trazendo para as histórias: as pessoas não querem um narrador que conta o que está acontecendo; elas querem ver e ouvir as pessoas interagindo em seu próprio ambiente.

É claro que, para descrever as personagens e contar seus pensamentos mais íntimos, só a narração é possível... Claro nada! Eu posso descrever uma personagem com diálogos. Como? Outras pessoas comentam a aparência e o jeito de ser da personagem em questão. É claro que, dessa forma, temos apenas a opinião das outras personagens, e não a descrição “isenta” do narrador, muitas vezes uma espécie de deus onisciente. Mas quem precisa de uma opinião isenta? Gostei muito da forma como descrevi Inês Martins, em Construir a terra, conquistar a vida: Duarte e Ayraci destacando características que a tornam feia e Fernão tentando suavizar os defeitos para convencê-los de que ela é bonita. Ficou mais ou menos assim (estou repetindo de memória, então não garanto que o texto tenha ficado exatamente assim):

- O que viste nela, Fernão? Ela é feia! –Duarte opinou.
- Não é feia, não! –Fernão defendeu.
- Ela tem olhos arregalados!
- Não são arregalados, são grandes.
- Sim, e bem abertos –Duarte completou.
- Não vejo problema nenhum nisso. Eu gosto dos olhos dela.
- Ela não tem queixo –Ayraci disse, em voz baixa.
- Tem sim. Só que... é pequenino.
- Não adianta, Fernão –Duarte concluiu- Ela é feia.
- Eu não acho. Para mim, ela é bonita. A moça mais bonita da cidade. E não vou ficar aqui a ouvir insultos.

Isso é só um pedacinho, porque descrevo também outras características da moça. Usando diálogos, posso também usar exageros. Não fica bem um narrador sério e “isento” dizer que a moça teria olhos arregalados e não teria queixo. Eu acabaria usando os termos de Fernão, e o leitor acharia que os olhos de Inês eram apenas grandes e bem abertos quando me agrada passar a imagem de olhos arregalados.

Quanto aos pensamentos íntimos das personagens: embora eu conte em terceira pessoa (como é a voz do meu narrador), faço de forma a usar o jeito de falar da personagem, como se ela estivesse falando consigo mesma. E, se o parágrafo ficar muito extenso, faço a personagem falar em voz alta, para escrever um travessão e quebrar a massa pesada do parágrafo. Um exemplo hipotético ficaria assim (de propósito vou fazer o conteúdo vazio e sem sentido, para enfatizar a forma):

Tinha que ser assim –ele pensou- Afinal, há anos sabia dessa questão e evitava enfrentar o problema. Ninguém mais podia ajudá-lo, pois afastara-se dos amigos e perdera contato também com os inimigos (segue o blá-blá-blá)
- Não adianta lamentar. Agora está feito.
Mas, em seus pensamentos, ainda tinha a imagem dos eventos passados, como aquele dia em que sua mãe lhe dissera como era importante resolver os problemas na hora em que se apresentam. E ele nunca dera ouvidos a sua mãe... (segue o blá-blá-blá)


O uso de diálogos é, portanto, uma ferramenta importante não apenas para fazer as personagens se comunicarem, mas também para passar informações para o leitor de uma forma interessante, quebrando a monotonia da voz do narrador.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

CONTEXTUALIZAR

Estou adorando estudar sobre a Greve Geral de 1917, e fazer minhas personagens participarem desse momento tão importante da História de São Paulo – e que refletiu em outros estados do país. É uma pena que esse evento não seja bem estudado nas escolas de outros estados (ao menos eu não lembro de ter estudado), pois mostra como nem sempre os brasileiros tiveram “sangue de barata”, mas já foram capazes de ir para as ruas brigar (literalmente) por seus direitos. Conhecer o fato é uma coisa. Mas como usá-lo na história?

Greve no Crespi? Uma personagem trabalha lá. Barricadas nas ruas? Tenho personagens lá. O enterro do operário? Minhas personagens estiveram presentes. Edgard Leuenroth? Sim, conheço, muito amigo de uma personagem minha. E assim entrelaço a minha história na história de São Paulo, a ponto de (ao menos para mim) se tornar inconcebível o evento acontecer sem a participação das minhas personagens.

E como fazer esse entrelaçamento de forma interessante e informativa, mas sem cair no didatismo maçante? Eu uso diálogos. Em vez de narrar “os operários queriam isso, isso e isso”, faço Toni perguntar “mas afinal o que é que vocês querem?”, para que um colega de pensão responda “isso e isso”, e outro complete “e isso também”. Assim, estou dando a informação de que o leitor precisa para conhecer o fato histórico mas, uma vez que ponho o texto na boca das personagens, dou a ele mais movimento e mais vida, e o fato histórico passa a fazer parte da minha ficção. Em vez de narrar “os operários eram explorados e trabalhavam até 14h por dia, incluindo mulheres e crianças”, eu faço um dos rapazes dizer algo como “É uma exploração! Perto de onde eu fico, há duas meninas, uma de dez e outra de doze anos. Lá, nós trabalhamos doze horas por dia, mas tem fábrica em que os operários trabalham até 14h por dia. Isso é um massacre!” para depois Toni responder “Isso não é vida. Alguém tem que fazer alguma coisa”. E assim a conversa política prossegue e eu vou apresentando os fatos: os colegas operários contam a Toni como é a vida deles, explicando ao leitor a motivação da Greve Geral, e tudo o que aconteceu naqueles dias em que expus minhas personagens ao ideal da Anarquia.

Achei na Internet um mapa que situa os pontos dos conflitos, das passeatas e os marcos mais significativos. Posso contar nome de bairros, nomes de ruas, nome das fábricas. Me aproprio da História.

Estou muito orgulhosa de meus estudos, pois já sei onde ficam muitos bairros de São Paulo. Quando ouço, no rádio ou na televisão, alguém citar algum bairro (desses mais antigos que estou usando na história), já me vem à mente meu mapa de bairros, e eu consigo visualizar onde ele fica. Aprender é muito bom, especialmente porque eu me sentia em dívida com São Paulo, por saber tão pouco sobre sua história recente e geografia, por não conhecer bem a cidade, e por nunca ter situado nenhuma história lá. Ao final da história, terei resolvido duas dívidas, e só restará pegar um ônibus aqui para ir passear em São Paulo sem precisar de mapa.

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Mestre em História e Crítica da Arte pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Dedica-se à literatura desde 1985, escrevendo principalmente romances. É Membro Correspondente da Academia Brasileira de Poesia - Casa Raul de Leoni desde 1998 e Membro Titular da Academia de Letras de Vassouras desde 1999. Publicou oito romances, além de contos e poesias em antologias. Desde junho de 2009 publica em seu blog textos sobre seu processo de criação e escrita, e curiosidades sobre suas histórias. Em 2015, uniu-se a mais 10 escritores e juntos formaram o canal Apologia das Letras, no Youtube, para falar de assuntos relacionados à literatura.

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