segunda-feira, 21 de outubro de 2013

E O FUTEBOL?

Tenho andado pesquisando a história do futebol no Brasil e, mais especificamente, em São Paulo. É que o esporte popularizou-se no início do século XX, justamente a época em que Toni está vivendo, então achei que ele devia se envolver em mais esse conjunto de fatos históricos. Portanto, graças a um novo amigo, Toni agora é jogador de futebol. Ah, mas não é assim que ele vai ficar rico, pois, nesse início histórico, o futebol era amador, então ele joga apenas para ajudar o time. Para falar a verdade, ele participa dos treinos mas raramente é escalado para os jogos porque há outros jogadores melhores do que ele nos chutes, nos dribles e nas caneladas. Mesmo assim, é interessante pensar que Toni e Arthur Friedenreich se encontraram pelos campos, e correram atrás da mesma bola. Escrever esse tipo de situação, incluindo a história real na minha ficção, é algo realmente irresistível, e Toni vem me dando uma oportunidade atrás da outra – e eu estou cuidando de aproveitar todas!
Só para dar um gostinho de tudo o que estou aprendendo, este é um resumo da história do Club Athletico Paulistano, um dos maiores e mais importantes times de futebol das primeiras décadas do século XX. Era o clube preferido da elite da cidade, e venceu o Campeonato Paulista onze vezes até 1930, quando encerrou sua participação nos campeonatos – era a época em que o futebol se profissionalizou, e o Paulistano decidiu ser fiel às origens do esporte no Brasil, permanecendo amador.
Há também a história do Corinthians, do Palestra Itália, do Ipiranga, do Internacional, do Mackenzie, do São Paulo Athletic Club. Seria assunto para muitos outros textos, mas meu foco não é o futebol, e sim o reencontro de Toni e Rosa, que acontecerá daqui a alguns capítulos – está cada vez mais próximo agora.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

NÃO É A PRIMEIRA VEZ

Devagarzinho, com paciência, cheguei à página 500 da História de Toni, depois de pouco mais de dois anos e quatro meses que comecei a escrevê-la. Engraçado pensar no Toni das primeiras páginas e compará-lo ao Toni da página 500. É porque, também, nessas 500 páginas passaram-se onze anos. Ele cresceu e amadureceu; chegou à idade adulta e decidiu o rumo de sua vida.
Não é a primeira vez que chego a 500 páginas num romance, mas isso também não é um fato corriqueiro, como escrever 50 ou 100 páginas. Não, não e a primeira vez que tenho um romance que ultrapassa 500 páginas: é a segunda. Só Construir a terra, conquistar a vida rendeu tanto. E agora, por coincidência ou destino, num momento da minha vida em que eu não estou tendo tempo de me dedicar à literatura tanto quanto gostaria, me vejo envolvida ao mesmo tempo com as duas maiores histórias de toda a minha carreira. Está muito difícil conciliar as necessidades enormes das duas mas, “devagar e sempre”, eu vou conseguindo o que eu quero.
Escrevi a página 500 da História de Toni inteira no mesmo dia 8 de outubro. Estamos em maio de 1926 e Toni está falando da Rosa para um amigo. A segunda fase vai se aproximando do fim e eu já estou feliz com Toni, pelo reencontro com a Rosa, previsto para 1 de fevereiro de 1927, o início da terceira e última fase da história. Muito conflito ainda pela frente, muita revolta, muito sofrimento. Tem mais alguém torcendo por um final feliz para esses dois?

terça-feira, 1 de outubro de 2013

AI, SANDICES...

É divertido ver como está ficando Construir a terra, conquistar a vida após todos os cuidados da revisão que estou fazendo. Estou trocando palavras novas por arcaicas, mas não faço essa troca se a compreensão do texto ficar prejudicada. Afinal, não pretendo fazer um glossário para possibilitar a leitura, mas quero que os termos arcaicos se integrem tão bem ao texto que, ainda que não sejam mais de uso diário, seu significado seja claro ou, pelo menos, possível de ser adivinhado. As palavras que me dão mais trabalho são “mui”, no lugar de alguns “muito” e “formoso/a” no lugar de vários “bonito/a”. Assim, o texto vai ficando mui formoso.
E onde é que eu fui arranjar essas palavras e expressões arcaicas? Em textos arcaicos, é claro! Desde a adolescência, me praz (olha aí uma palavra arcaica!) ler textos medievais e renascentistas, então fui procurar nos escritores dessa época – contemporânea da minha história – os termos que eu poderia aproveitar. Luiz de Camões me dá a matriz erudita e Gil Vicente, a popular. Confio também em Dinah Silveira de Queiróz, que escreveu A muralha, e Ana Miranda, autora de Desmundo, que visivelmente tiveram esse cuidado de pesquisa ao escreverem seus livros.
E assim a revisão vai se alongando, para meu deleite de trabalhar o texto, e para futuro deleite de meus leitores, que conhecerão um Duarte que fala como falavam as pessoas do tempo dele.

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Mestre em História e Crítica da Arte pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Dedica-se à literatura desde 1985, escrevendo principalmente romances. É Membro Correspondente da Academia Brasileira de Poesia - Casa Raul de Leoni desde 1998 e Membro Titular da Academia de Letras de Vassouras desde 1999. Publicou oito romances, além de contos e poesias em antologias. Desde junho de 2009 publica em seu blog textos sobre seu processo de criação e escrita, e curiosidades sobre suas histórias. Em 2015, uniu-se a mais 10 escritores e juntos formaram o canal Apologia das Letras, no Youtube, para falar de assuntos relacionados à literatura.

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